SANTA CLAUS ou SANTA CAOS?

papy-noel

Sábado tive a infeliz idéia de ir ao shopping comprar os presentes de natal. Acordei empolgada, fiz minha listinha e fui em direção à perdição. Mal cheguei, já me arrependi. Primeiro um exército de carros com pessoas prontas p te atacar caso vc estacionasse em uma vaga disponível. Rezei para minha Nossa Sra das Vagas, q nunca me desaponta. Eis q surgiu uma vaga escondida, ninguém tinha visto. Mais uma vez agradeci e reforcei minha devoção.

Entrei. Nunca vi tantas pessoas por metro quadrado tão desorientadas. Para atravessar o corredor principal, tive q fazer o mesmo procedimento de quando se atravessa uma avenida. Olhei p os 2 lados, corri e, entre alguns esbarros, tropeções e caras feias, cheguei salva do outro lado.

Primeiro resolvi almoçar. Peguei minha comida japonesa e fiquei uns 20 minutos com a bandeja na mão até vagar uma mesa. Ainda bem q comida japonesa já é fria. Mal engoli meu último sushi, senti um olhar cortante me apressando a sair da mesa. Levantei mastigando e dei um último gole na coca-cola. Na mesma proporção e velocidade, uma senhora sentou com suas milhões de sacolas. Respirei fundo e resolvi enfrentar o matadouro capitalista q me aguardava.

Foram 3 lojas. A 1ª foi uma camisaria. Quando escolhi o modelito, veio uma mão do além e a levou p todo o sempre. Olhei p o lado e não sei como as camisas ainda estavam inteiras, pois era cada um puxando por uma manga. Vi aquela cena de savana e desisti. A 2ª foi uma papelaria. Tentei escolher um kit de escritório mas TODAS as embalagens estavam violadas. Não consegui encontrar uma inteira pq não consegui ficar parada no mesmo lugar por mais de 1 minuto. Era um esbarra-esbarra q me fez perder o referencial e a paciência. A 3ª era uma loja “tem de tudo”. Vi as promoções, tomei umas cotoveladas e tive q disputar as últimas caixas de bombons garoto com algumas mulheres desesperadas. Descabelada, consegui vencer o duelo de leoas. Mal esbocei um sorriso de vitória, me deparei com a fila que literalmente estava virando quarteirão. Bandeira branca.

Resultado: 2hs de shopping, pés pisados, cotovelada no rim, descabelada, suada, cansada e mal-humorada. E sem presentes. Foi aí que ouvi o hohoho do Papai Noel. Lá estava ele, o bom velhinho sentado debaixo do ar condicionado dando receitas de natal. Fui lá e deixei a minha lista com ele e saí com a sensação de missão cumprida e a certeza de q não fui feita p o consumismo natalino.

Boa era a época em que os duendes e as renas faziam todo o serviço…

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