Guardar & Gozar

Esse fim de semana minha mãe chegou de viagem com 2 amigos que ADORO, e ontem tive a alegria de reencontrá-los. No começo achei q não ia conseguir ficar com eles pq eu estava empanturrada de comida, mas graças a Deus o pulso ainda pulsava e recuperei o pique, pois conversar com eles é uma das coisas q + gosto de fazer. Depois das conversas iniciais após quase 2 anos sem se ver, a amiga da minha mãe foi dormir e eu e o amigo dela (q é uma das pessoas + inteligentes q eu conheço) começamos os papos sobre posturas p tentar levar a vida da forma + tranquila possível.

Há um tempo atrás, em outra conversa com ele, chegamos à conclusão q pessoas profundas sofrem mais, pois elas se perdem em seus questionamentos complicando os fatos, enquanto a vida flui de uma forma simples. Então continuam infelizes, pois esperam no fundo q algo espetacular aconteça, ao nível de sua complexidade de expectativas. Assim essas pessoas começam a viajar entre extremos, da profundidade mor à casca da postura + rasa de ser, p poderem se encontrar e alcançar a paz de entendimento (se isso for possível).

Eu e ele éramos assim, e a cada encontro eram horas de questionamentos sobre coisas q devem permanecer no mistério, e terminávamos nossas conversas sem chegar a conclusão nenhuma, exceto a confirmação de nossa ignorância perante o inexplicável. O resultado de tanta profundidade (e outras “cositas más”) não foi um dos melhores, e ano passado acabei tendo o q ele chamou de DNV (Distúrbio Neuro Vegetativo), ou seja, de tanto queimar minha massa encefálica acabei estressando e somatizanto em áreas do meu corpo, resultando em 5 meses de “leticialgia“.

Bom, mas ontem focamos nossa conversa no TAO, ou seja, no caminho do meio. Falamos sobre os 2 lados de uma moeda, da metáfora do copo metade-cheio, metade-vazio, que tudo na vida tem o lado bom e o “não tão bom” e sobre a tentativa diária de equilibrar os pensamentos, enfim, acabamos em uma conversa light-profunda, onde tentávamos tocar em temas complexos apenas como citações, e não como peças de exploração arqueológica.

Comentei com ele sobre minha fase atual, após o período em q minha terra parou, q me mudei de mala e cuia p o outro lado da moeda. Estou extremamente leve, deixando as coisas fluírem, e ignorando totalmente as possibilidades de algo ruim acontecer. Aí ele citou uma frase q adorei: “Quem muito pensa, guarda. Quem muito goza, gasta.” Sei q uma hora essa euforia vai passar e vou voltar a “guardar” novamente. Mas por enquanto quero viver essa minha fase Rita Lee, só querendo saúde p gozar no final!

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