Entre águas e baratas

Tudo bem, prometi q não escreveria nada essa semana. Mas aconteceu uma situação surreal, e eu precisava compartilhar aqui.

Ontem a luz acabou no meu trabalho. Eu ia ficar à toa durante 4hs, então liguei p meu mocinho p ficarmos à toa juntos. Fui p a casa dele, almoçamos e improvisamos juntos uma caixa p colocar o cavaquinho antigo dele, q acabara de ser vendido p um rapaz de Floripa.

Saímos p o correio, e com a gente veio a chuva. Paramos numa avenida e entramos na galeria onde ficava o correio. Tudo ia bem: pesamos a caixa, preenchemos os dados, embalamos…. até que olhei p a rua:

(eu) – Nossa, tá tudo inundado!!!

(ele) – Putz, tenho q tirar meu carro dali agora!!

(eu) – Vai lá q finalizo tudo aqui.

Ele tentou chegar no carro com água na altura dos joelhos, abriu a porta e se jogou p dentro enquanto o carro foi inundado. Nisso a força da água quase não o deixou fechar a porta, mas depois de muito esforço ele conseguiu tirar o carro e sair salvo da correnteza.

Fiquei ilhada na galeria, enquanto a água invadia tudo. Algumas pessoas estavam presas no meio da enchente, e foi preciso q policiais amarrados em cordas as tirassem de lá, em meio a carros arrastados e esgoto. Com a sujeira, vieram as baratas. Muitas, muitas, muuuuitas baratas! E tinha de tudo quanto é jeito: marrom, preta, grande, pequena… mas todas nojentas! Enlouqueci quando elas começaram a subir em mim: 4 nas minhas botas, 2 nos meus braços, e perdi a conta de quantas tinham ao meu redor. A histeria foi geral, pois era água marrom de um lado e barata do outro. E meu mocinho do outro lado, ensopado, preocupado e com o carro todo inundado.

Esse pânico durou quase 2 hs, até q a água baixou. Nem pensei 2 vezes e saí correndo até conseguir abraçar meu mocinho p sumir com o medo. Fim da tensão. Mas ainda tínhamos q arrumar o q a chuva estragou: o carro dele, q estava com água até a altura da base do câmbio, cheio de galhos e sujeira.

Voltamos e tentamos tirar a água: usamos pote, pano, ventilador, ar quente do carro etc… Mas a água brotava de dentro do carpete. Ficamos nesse processo durante 1 hora, e até garrafinhas achamos presas ao carro. Fizemos nossa parte e deixamos o resto p o lavajato. Tomamos um banho e ficamos renovados.

Apesar do sufoco, essa experiência não gerou maiores conseqüências. O saldo foi um carro parcialmente inundado, que é muito desagradável, mas graças a Deus ninguém se machucou. Com essa experiência, sentimos na pele o q essas pessoas sofrem, numa escala bem maior, com suas casas inundadas, móveis e produtos perdidos, parentes mortos, impotência e muito desespero perante a fúria da natureza.

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