Sentimentos estragados

Ontem aprendi sobre como um sentimento natural pode se tornar estragado, se não for mantido dentro de seus limites.

Como saber q seu sentimento passou do limite, e se estragou? É quando ele deixa de afetar apenas quem o está sentindo, e começa a afetar e fazer mal às pessoas q estão à sua volta. O sentimento natural é seu, está no seu campo emocional. O sentimento estragado invade a liberdade de sentir do outro.

Existem 4 sentimentos principais q, se não administrados, o estrago pode surgir:

  1. Alegria: em seu estado normal, amansa a alma e transborda sua energia em sorrisos. A alegria evita mil males e prolonga a vida. Porém, quando a alegria rompe seu limite, ela se torna uma euforia. Essa sim é estragada, pois é uma alegria forçada, que invade a serenidade alegre dos q estão à nossa volta, de forma desenfreada. “A alegria extremada anuncia uma ventura medíocre e passageira.” (Plutarco)
  2. Tristeza: é um ajuste da alma consigo mesma, é uma energia que liberamos p curar. É um livro sábio q se tem no coração e q pouco a pouco vai fabricando uma provisão de ensinamentos para a vida. Porém, alimentar a tristeza a torna estragada, dando lugar à depressão. Esta suga qualquer gota de energia e consome não só ao deprimido, mas a todos q o cercam. “A tristeza é a agonia de um momento. Cultivar a tristeza, um erro de toda vida.” (Benjamin Disraeli)
  3. Prazer: é sentir satisfação plena, seja com bens materiais, com atitudes, com a presença de amigos, com um amor, ou seja por fazer os outros felizes. É um sentimento de preenchimento da alma. É seu alimento. Porém, não devemos confundir essa “alimentação” com “gula”, pq assim o sentimento de prazer se estraga e dá lugar à dependência. Nela, perdemos o controle e nos tornamos verdadeiros buracos negros, sugando qualquer gota de satisfação de uma forma tão voraz, q nem conseguimos + ter prazer no que antes nos satisfazia tanto. É a alma saturada, envenenada. “É válido procurarmos conhecer a que má e penosa servidão nos sujeitamos quando nos abandonamos ao poder alternado dos prazeres e das dores, esses dois amos tão caprichosos quanto tirânicos.” (Sêneca)
  4. Amor: é divino. Deus é amor. Então podemos concluir q esse sentimento, em sua forma plena, só traz benefícios à alma. Do amor derivam a solidariedade, a caridade, a amizade, a compaixão. “O amor é a força mais sutil do mundo”, dizia Mahatma Gandhi. Porém, o amor é livre. Quando esse amor se torna uma ansiedade e o desejo toma o domínio de sua mente, surge a obsessão, q se associa a um desejo intenso e a uma necessidade compulsiva de preenchimento. Daí surgem as manchas da alma: ciúmes patológicos, inveja destrutiva, mágoa, rancores, ódio. Emoções terroríficas permeiam a vida psíquica e interpessoal da pessoa obsessiva, e afetam as obsediadas. “E eu continuo me afogando no tudo e no nada, na luz e nas trevas, na minha própria obsessão” (Lizie Oliveira)

Todos nós estamos sujeitos a romper os limites e enveredar pelos sentimentos estragados. Cabe a cada um o policiamento de sua frequência e o uso de duas das virtudes cardinais: a Prudência e a Temperança.

A Prudência, considerada a virtude-mãe humana, “dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida” . A Temperança “modera a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporcionar o equilíbrio no uso dos bens criados”.

É tênue a linha q divide os sentimentos de seus extremos.

Assim, finalizo com uma frase q sintetiza a essência desse texto: Nada é veneno, e tudo é veneno; a diferença está na dose”. (Theophrastus Bompart)

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2 respostas em “Sentimentos estragados

  1. maaaaraaaavilhooooso seu texo, simplesmente maravilhoso…..amei, beijos.

  2. Muito bom o texto, parabéns…
    Concordo com o que está escrito, mas sem dúvida é muito difícil controlar esses sentimentos. Talvez com o tempo e as experiência venhamos aprendendo a manter o controle, mas mesmo assim, não haverá uma forma de controlá-los. São eles que nos controlam.

    Abraços!

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